terça-feira, 3 de julho de 2012

A INDEPENDÊNCIA NA BAHIA

Por Benvindo Sequeira

" O Brazil não conhece o Brasil...diz a letra de Elis Regina. E é verdade. Quando cheguei pela primeira vez na Bahia, em 1970, fiquei abismado com a minha ignorância sobre o Brasil. Politizado, culto, informado, sequer sabia ou tivera ouvido falar que a Independência do Brasil consolidou-se em 1823 em terras baianas, mais precisamente na Ilha de Itaparica.
E mais: que desta luta de independência participara uma baiana de 18 anos: Maria Quitéria. Presença feminina na nossa guerra de libertação.

Maria Quitéria com o uniforme que ela mesma desenhou.

Quando em 1822 Dom, Pedro I proclamou o rompimento com Portugal, em muitos estados as tropas portuguesas e as autoridades locais recusaram-se a obedecer a ordem. No Pará e no Maranhão a luta política pela indpendência, com muitas mortes, estendeu-se ainda por mais tempo. Mas foi na Bahia que tomou caráter de guerra aberta.

A vitoria do ato de Dom Pedro, veio a se dar na Bahia, quando sob o comando do general Labatut deu-se a batalha nos campos de Pirajá derrotando definitivamente as tropas portuguesas, 4.500 soldados que se retiraram do país em 83 embarcações.

Aderira Salvador à Revolução liberal do Porto, de 1820 e, com a convocação das Cortes Gerais em Lisboa, em janeiro do ano seguinte, envia deputados à Corte Portuguesa na defesa dos interesses locais. Divide-se a cidade em vários partidos, o liberal unindo mesmo portugueses e brasileiros, interessados em manter a condição conquistada com a vinda da Corte para o país de Reino Unido, e os lusitanos interessados na volta ao status quo anterior.
De um lado, portugueses interessados em manter a província como colônia, do outro brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se unem, finalmente, no interesse comum de uma luta que já se fazia ao longo de quase um ano, e que somente se faz unificada com a própria Independência do Brasil a partir de 14 de junho de 1823, quando é feita na Câmara da Vila de Santo Amaro da Purificação
a proclamação que pregava a unidade nacional, e reconhecia a autoridade de D. Pedro I."

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