sábado, 7 de julho de 2012

Vaquejadas viram "motojadas" e reacendem críticas de defensores dos animais no Nordeste

Cartaz anuncia motojada no Ceará; modalidade é criticada por grupos protetores dos animais

Conhecidas com o “esporte sertanejo”, com milhares de adeptos no Nordeste, as vaquejadas ganharam o incremento de motos em substituição aos cavalos, criaram uma nova modalidade motorizada, a motojada, e reacenderam as críticas de instituições de proteção aos animais, que já criticavam a vaquejada tradicional.

A vaquejada consiste em o vaqueiro usar o cavalo para derrubar o boi, segurando-o pelo rabo, numa pista de corrida. Com a motojada, a tarefa ficou ainda mais cômoda, já que o cavalo deu lugar aos motores de veículos de motocross.

Para defensores dos animais, as motos causam uma batalha desleal com o garrote --que é perseguido numa pista de 150 metros para que o vaqueiro (agora motoqueiro) derrube-o dentro da faixa.
Para a Uipa, a prática configura crueldades e infringe a Constituição e a Lei de Crimes Ambientais, já que “neste evento o boi será perseguido por um motoqueiro (em vez de um cavaleiro, também crime), movido a grupos de forró e premiação em dinheiro, prática delituosa que ocorre à custa de crueldade para com os animais usados na arena”.
“O barulho do motor das motos assusta ainda mais o animal, que sai correndo desesperado sem entender o que se passa. Além do mais, o motoqueiro tem muito mais chances do que o vaqueiro em um cavalo de alcançar o boi por conta da potência da motocicleta”, afirmou Geuza.
Extraído do uol.com
Nota de Cícero Lajes - Lembremos ainda que um autêntico símbolo do homem sertanejo corre o risco de desaparecer nas gerações futuras: o vaqueiro e seu cavalo (seu fiel companheiro). 

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