domingo, 2 de setembro de 2012

DISCUTINDO A SECA - SEM MEIAS PALAVRAS

Hoje assisti na TV Câmara um valioso debate sobre o fenômeno da seca no Nordeste brasileiro. De todas as colocações uma chamou a atenção: um debatedor afirmou que a seca não é de hoje e que há registro deste fenômeno em 1519 na Bahia, pouco depois da chegada dos portugueses. Este apontou medidas paliativas que são tomadas para combater este problema que têm segurado o homem no campo, mas demonstrou o quanto o Estado brasileiro ainda está despreparado para enfrentá-lo, pois quando a seca chega parece que somos pegos de surpresa e temos que tomar medidas emergenciais. 

Um telespectador ressaltou que como nos tempos áureos do Coronelismo, a seca ainda serve como um bom discurso e moeda de troca nas eleições que serve às oligarquias disfarçadas. Isso é conveniente se observarmos em quais terras estão os recursos há muito tempo destinados para irrigação, perfuração de poços, construção de açudes e uma série de medidas que vão além das cisternas abastecidas por um carro pipa. Embora eu reconheça que aos poucos uma melhor infraestrutura vem chegando também ao pequeno produtor rural, principalmente nos assentamentos, tenho que concordar que neste país há uma grande burocracia para liberar alguns milhares para uma associação, mas é benevolente quando libera milhões para um só produtor principalmente se este for do eixo Sul/Sudeste latifundiarista.

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