sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

NO FACEBOOK TAMBÉM SE POSTA CULTURA



Samuel Alves Alves




O Peixe
Tendo por berço o lago cristalino, 
Folga o peixe, a nadar todo inocente, 
Medo ou receio do porvir não sente, 


Pois vive incauto do fatal destino. 

Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.

O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.

Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!

Patativa do Assaré.

Nenhum comentário:

Postar um comentário