quarta-feira, 1 de maio de 2013

ARQUEOLOGIA - "Crânio de garota indica prática de canibalismo entre ingleses nos EUA"

Segundo arqueólogos, adolescente teria sido canibalizada no século 17. Primeiros colonizadores viveram período de escassez e fome.
O crânio e a reconstrução facial de Jane, garota de 14 anos que teria sido vítima de canibalismo nos EUA no século 17 (Foto: Carolyn Kaster/AP Photo)

Cientistas revelaram nesta quarta-feira (1°) que encontraram a primeira evidência arqueológica sólida de que alguns dos primeiros colonizadores americanos em Jamestown, na Virgínia, sobreviveram a duras condições praticando o canibalismo.

Durante anos, havia histórias sobre pessoas nos primeiros assentamentos ingleses permanentes nos EUA comendo cachorros, gatos, ratos, cobras e couro de sapato para evitar morrer de fome.

Também há relatos de que eles comiam seus próprios mortos, mas os arqueólogos costumam ser céticos sobre essas histórias.

Mas agora o Smithsonian's National Museum of Natural History e arqueólogos de Jamestown anunciaram a descoberta dos ossos de uma garota de 14 anos de idade que mostram claros sinais de que ela foi canibalizada.

“Historiadores se questionavam se isso [o canibalismo] aconteceu ou não”, disse o antropólogo do museu Douglas Owsley. "E essa é uma evidência muito convincente de que ocorreu”.

Segundo ele, as evidências indicam “um caso claro de desmembramento do corpo e remoção dos tecidos para consumo”. Aparentemente a garota já estava morta no momento em que isso ocorreu.
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Os restos mortais da adolescente, que foi batizada de “Jane” pelos pesquisadores, foram descobertos no verão de 2012. Esses restos foram encontrados junto com ossos de cavalos e outros animais que, segundo os cientistas, teriam sido cortados em momentos de desespero.

Owsley afirma que os restos mortais são datados dos anos 1609 e 1610, quando um inverno muito rigoroso em Jamestown ficou conhecido como “período da fome”. Milhares de pessoas morreram nessa época.

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