quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

POLÊMICA BOA, DISCUTINDO A HISTÓRIA: DELIMITAÇÃO DO CABUGI E DESVIO DA FERROVIA CENTRAL QUE PASSARIA POR SANTANA DO MATOS

ERROS E AÇÕES POR DECISÕES UNILATERAIS PREJUDICARAM LAJES E SANTANA DO MATOS HÁ 75 ANOS ATRÁS
Em Residência os aterros da estrada de ferro atravessam toda a extensão da várzea do Rio Pixoré junto ao pé da Serra de São Geraldo. Em todo o percurso de Lajes a Santana do Matos, permanecem até hoje, quase 80 anos depois, os aterros e cabeceiras de pontes dos principais riachos e rios do itinerário. Depois de tudo pronto em obras que durou mais de quatro anos, simplesmente alguém chegou e disse: a estrada vai passar em São Joaquim (Fernando Pedroza) e Angicos.

A história da localização do Pico do Cabugi, é um assunto a ser tratado com os verdadeiros fundamentos da história, onde e quais foram os critérios para demarcação e limites dos municípios de Angicos e Lajes? Pelo mapa parece ter havido uma intenção vetorial em demarcar os limites de Angicos por uma longa faixa de terra, ponteada no sentido a Lajes, onde seus contornos enlaçam o Cabugi com evidentes intenções demarcadas para que o pico ficasse em território angicano. Assim foi designando aquela faixa de terra como pertencente a Angicos. A história da região central tem páginas amarelas, apodrecidas pela inversão de prioridades e valores. Uma prática discriminatória sem critérios técnicos, prevalecendo as preferências de lideranças regionais com decisões unilaterais. Além do Cabugi outro fato que marcou o município de Santana do Matos há 75anos atrás foi o desvio da linha de ferro também para Angicos.

No final dos anos 30, a via férrea que chegava a Lajes, vinha da capital, seguiria para Santana do Matos, Oscar Nelson até são Rafael. Priorizando assim, o maior município da região que já despontava com uma das principais "bacia leiteira" do Estado e grande produtor de grãos e algodão na região serrana e nas várzeas do município. O caso da linha férrea se fosse em tempos atuais merecia uma CPI. Em todo o percurso de Lajes a Santana do Matos, permanecem até hoje, quase 80 anos depois, os aterros e cabeceiras de pontes dos principais riachos e rios do itinerário. Depois de tudo pronto em obras que durou mais de quatro anos, simplesmente alguém chegou e disse: a estrada vai passar em São Joaquim (Fernando Pedroza) e Angicos. E a ordem foi cumprida, isolando Santana do Matos por mais de 75 anos.

Postado por Dutra Assunção

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