sexta-feira, 30 de maio de 2014

CULTURA, OS 12 TRABALHOS DE HÉCULES: 4º A CAPTURA DO CERVO DOURADO


O quarto trabalho de Hércules fala que ele deve encontrar, entre todas as vozes, a que despertará a obediência de seu coração. Assim, Hércules dá início à quarta prova. Segundo a lenda, ele se coloca entre dois pilares, olha a paisagem e nela percebe, no horizonte, um Templo e Santuário do deus Sol. Em uma colina próxima, ele notou presença de um cervo, com os galhos dourados, e isso motivou-o a caçá-lo. Nesse exato momento, a deusa Ártemis lhe fala que é dona do animal. Em seguida, a deusa Diana, a caçadora, surge em sua frente, dizendo que é dela o cervo. Neste momento, uma terceira voz lhe diz: “a corça não é de nenhuma delas e nem sua, mas do deus Sol Apolo, cujo santuário está naquele horizonte. Salve-a e leve-a em segurança para o santuário e deixe-a lá”.

Hércules perseguiu a corça durante um ano, sem sucesso, até que um dia a encontrou à margem de uma lagoa, exausta e em repouso. Com uma única flecha, feriu seu pé, tomou-a pelos braços e colocou-a de encontro ao seu coração, dizendo: “a corça é minha”. E novamente a voz lhe dizia: “não, não é! A corça não pertence a você e você deve levá-la ao Templo do deus Sol e deixá-la lá”. Apesar de Hércules não se conformar, levou a corça ao Templo e deixou-a lá. Finalmente, em meio ao seu questionamento do porquê a corça não poderia ser sua, ouviu: “muitas e muitas vezes precisam todos os filhos do homem, que são filhos de Deus, sair em busca da corça de cornos de ouro e carregá-la para o lugar sagrado, muitas e muitas vezes”. Assim terminou o quarto trabalho.

Neste quarto trabalho, a corça simboliza a intuição, processo final da transmutação do instinto, cujo estágio intermediário é o intelecto. Instinto, intelecto e intuição são os três aspectos da autopercepção objetiva, ou a consciência. Este trabalho se refere, acima de tudo, à necessidade de desenvolver a intuição e familiarizar-se com esse insight espontâneo que nos mostra a verdade e a realidade.

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