terça-feira, 30 de setembro de 2014

QUANDO A UNIÃO ENTRE RELIGIÃO E POLÍTICA CHEGA AO EXTREMO


 Há alguns dias que eu queria postar esse texto de minha autoria. Ainda não tinha feito por medo de ferir os sentimentos de meus colegas e leitores de meu blog que têm uma visão distinta da mina. De antemão aviso que é um texto polêmico e acreditando que vivemos em uma democracia, espero que eu não seja mal interpretado, assim como quaisquer crítica ao mesmo serão bem vindas. É do embate de ideias que saímos da escuridão do ceticismo. Obrigado!

As atrocidades cometidas pelo grupo terrorista Estado Islâmico (não confunda com islamismo) vem assustando o mundo, e apesar do povo ter se chocado apenas com as decapitações dos jornalistas ocidentais este grupo vem barbarizando parte do Iraque e da Síria há algum tempo. Entre suas práticas está a eliminação de grupos étnicos que aqui "chamamos de "minoria".

Ele surgiu de uma combinação perigosa entre política e religião (não confunda política com democracia), após a intervenção norte americana e aliados no Oriente Médio que derrubou os pilares que seguravam os islamistas moderados no poder e gerenciavam de certa forma, mesmo que por submissão, a convivência entre etnias distintas, acredite: Saddan Hussein e Muamar Kadafi eram dois desses pilares.

Essa combinação explosiva não nasceu no mundo contemporâneo, a Igreja Católica mesmo, quando esta era o centro do poder religioso e político,  já prendeu, julgou, torturou e queimou pessoas acusadas de bruxaria, ou que imbuídos de um certo conteúdo científico fez afirmações tal qual a de que a terra era redonda. Lutero também teria perseguido Anabatistas por divergência domamáticas no seio da Reforma Protestante, o mesmo teria escrito críticas aos judeus que foram usadas pelo Nazismo muito tempo depois, no século XX. João Calvino também teria levado algumas pessoas à prisão, tortura e até à morte. (teses retiradas de: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/inquisicao-protestante

Essa combinação seria explosiva também no mundo Ocidental Contemporâneo? Há um respeito mútuo entre os diversos grupos religiosos ou eles apenas se aturam? E para com os não religiosos? Enxergamos nas leis atuais o respeito ao princípio da laicidade? Passa na cabeça de alguns seguidores do "Darwinismo Social" o desejo de mandar para bem longe grupos que não pertencem ao mesmo credo ou tribo cultural? O Acre já serviu como terra de degredo, e aqui acolá alguém aparece com esse desejo novamente.

De certo podemos afirmar que as religiões são fundamentais na ordem social; no controle psíquico daqueles que fora delas gerariam distúrbios de todas as ordens na sociedade; na orientação daqueles que já desistiram da vida e de si mesmos. Mas é cada vez mais notório o embate entre esses grupos religiosos e outros grupos sociais alimentando um certo ódio recíproco, isso não é o que penso, é o que observo em muitas declarações de ambas as partes.

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