quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ANALISANDO A OBRA: O PAGADOR DE PROMESSAS

 
Alguns elementos da obra O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, são bem interessantes de se observar, permearam o interior brasileiro do século XX e ainda persistem no século XXI. 

O primeiro tema que me chamou a atenção foi a disputa por terra entre latifundiários e sem terras, estes já com uma certa organização. O segundo ponto foi o distinto posicionamento do Baixo e Alto Clero da Igreja Católica, que por muito tempo teve seus padres ligados aos movimentos sociais, distinguindo-os de muitos bispos que alinhavam-se à elite. O terceiro elemento que destaco é o crime de pistolagem, forma muito comum de se resolver os problemas agrários nas terras distantes dos grandes centros. O quarto ponto é com relação a fé do homem simples, este muitas vezes imbuídos de um sentimento de bondade crença, e até muita doze de ingenuidade, apegavam-se com unhas e dentes à palavra firmada, naquilo que ele ouviu de seus avós, de seus pais e acredita cegamente. mas a questão que mais me cativou foi a questão do sincretismo religioso, pois como durante muito tempo de nossa história as crenças religiosas que não fosse o catolicismo eram proibidos. A forma que os negros encontraram para continuar venerando suas crenças, foi misturá-las aos santos católicos, então alguns desses eram cultuados por cristãos e adeptos do candomblé e demais religiões de matrizes africanas. A Bahia parece ter sido o local onde o sincretismo religioso aconteceu de forma mais enfática, até pela grande quantidade de negros que aportavam por lá para serem negociados para os demais estados brasileiros.  

O pessoal de História sintam-se convidados a acrescentar algo e até

Texto: Cícero Lajes

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