terça-feira, 29 de setembro de 2015

A cidade de Pedra Preta/RN é a primeira cidade do estado a ter uma lei em andamento de incentivo à leitura e de valorização da literatura potiguar.

 A proposta partiu do Historiador e Bibliotecário Andrelino da Silva, popularmente conhecido como o poeta Lino Sapo. A lei prevê que para cada criança nascida do município, um livro seja comprado (preferencialmente da literatura potiguar) dedicado a criança e inserido no acervo da biblioteca pública da cidade.

Na foto: Adrelino da Silva - Poeta Lino Sapo

  
CÂMARA DE VEREADORES DE PEDRA PRETA RN
GESTÃO 2012-2016 
PROPOSTA DE UM PROJETO LEI: FUTUROS LEITORES
Andrelino da Silva
Bibliotecário documentalista
CRB: 0637/15

1-   TEMA

 Geração de futuros leitores

2-   PROBLEMATIZAÇÃO

Em decorrência da falta de políticas de incentivo à leitura no município e de inserção de acervo na biblioteca pública de Pedra Preta/RN, que a cada ano se torna significativamente mais visível, acarretando dessa forma para uma má oferta dos serviços disponibilizados e comprometendo o bom desempenho dos usuários, e em conseqüência disso da própria sociedade do município. Visualizando essa situação tão comum na realidade nacional é que propomos trabalhar em cima do contexto, a fim de mudar a realidade da instituição, visando assim, criar possibilidade para que essa inserção possa ser revitalizada. Nesse propósito, é que apresento uma proposta de projeto que possa ser transformado em lei, que possa viabilizar tanto o incentivo à leitura como a questão da aquisição de novos materiais, e também a melhoria nos serviços oferecidos na unidade de informação. Para tanto foi conferido a atual situação em que se encontra o acervo, como também o local onde está disponibilizado. Verificando que a grande maioria, além de ultrapassado, se encontra de maneira inadequada quanto a sua organização e disponibilidade.

3-    JUSTIFICATIVA

Eu, Andrelino da silva, Historiador, Bibliotecário, Poeta, Escritor, além de amante inconteste da literatura, com o conhecimento adquirido nos anos de formação humana, profissional, acadêmica e acima de tudo cidadã, apresento proposta que possa ser apreciada, possivelmente votada e transformada em lei, que vise o incentivo à leitura, como o processo de aquisição de livros para a biblioteca municipal Miguel Antunes de Souza. E que permita criar uma situação capaz de amenizar a atual conjuntura funcional da instituição trabalhada. Utilizando-se para tal, de um projeto apresentado a câmara de vereadores do município, com o propósito de que seja implantada uma lei municipal. Objetivando, que para cada criança nascida no município, um livro seja comprado, ofertado aos recém-nascidos e inserido no acervo da biblioteca.
Quantos aos instrumentos que devem ser utilizados serão basicamente os livros novos adquiridos, que serão inseridos e submetidos a um novo modelo de catalogação, que seja anualmente exposta. Sendo assim, a localização da obra no acervo será através do ano de nascimento do recém-nascido.
 Os procedimentos que serão realizados, é que a cada livro inserido será feito um controle, e a própria localização do livro será através do ano, ficando esse livro apenas para consulta na biblioteca, sendo que apenas a criança homenageada terá o direito de levar para leitura em casa. Quanto à escolha dos livros esses serão por meio de sorteios, com base nos últimos dados de natalidade do município, no qual haverá uma lista contendo títulos de obras de nossa literatura, preferivelmente a de autores do nosso estado, correspondendo aos dados da natalidade do último ano, nesse caso os dados da natalidade de 2015, que serão ofertados de acordo com o sorteio.
Ex. Pedro Lucas Silva, primeiro a nascer no ano de 2016, no município de Pedra Preta, foi contemplado no sorteio com o número 87, que corresponde à obra de Auta de Souza, Horto. Nesse caso uma escritora do Estado. Dessa forma é possível criar uma oportunidade de conhecimento entre o leitor e as obras de nossa terra há tanto esquecida e pouco incentivada para a leitura.
Quanto às análises que fundamentam teoricamente a proposta, foram elaboradas a partir de anotações obtidas tanto na visita, como na entrevista à profissional responsável. Segundo ela, “mensalmente, são procurados em torno de cinco livros entre os cidadãos que não são da comunidade discente da rede de ensino do município”. Através desse constatou-se que a procura freqüente à instituição é algo limitado, e que a própria biblioteca (local onde se encontra os livros), não tem condições de oferecerem um serviço melhor.  O local se encontra na avenida principal da cidade, onde o fluxo de carro é maior e a poluição sonora bastante expressiva, prejudicando assim, o processo de concentração e o rendimento do usuário.
A biblioteca municipal Miguel Antunes de Souza, está localizada na Avenida coronel Jose Costa Alecrim, no térreo da Câmara de vereadores, no centro de Pedra Preta/RN. E está subordinada a Prefeitura Municipal. Com a implantação da lei, abre uma possibilidade de modificação da própria instalação física, como uma possível saída do local.
O acervo é constituído de mais de três mil livros, e tem um bom acervo, no entanto alguns já estão ultrapassados ou necessitando de um desbastamento. Como foi mencionado já acima, os usuários são compostos de oitenta por cento da comunidade estudantil do município, os vinte por cento remanescente, são pessoas que utilizam o serviço só pelo hábito da leitura. As necessidades informacionais são basicamente as de caráter pedagógico, raras são as vezes que as informações sejam destinadas a outros setores alheios ao escolar, somente os livros de literatura se enquadram nesse segmento, geralmente são os mais lidos.
Para a implementação desse projeto é necessário que a partir do dia primeiro de janeiro de 2016, Data prevista para a lei entrar em vigor, sejam inseridos os primeiros livros de acordo com a quantidade de recém-nascidos no município, dados esses levantados através da secretaria de saúde e executado através da Secretaria de Educação. O que estatisticamente perfaz um número entre 50 e 70 livros inseridos anualmente, que poderá ter um custo de aproximadamente dois mil e cem reais nos dias de hoje. Isso levando em consideração que um livro custe trinta reais, o que na maioria das vezes não passam de vinte reais, que nesse caso, de um valor unitário ser de vinte reais, os custos acarretaria em um investimento anual de mil a mil e quatrocentos reais na aquisição de livros novos.
Não existe, até o momento, nenhum trabalho que fundamente teoricamente esse projeto. Quando está em questão um modelo de lei que possibilite a inserção de livros em uma unidade de informação visando o incentivo da leitura. Sendo assim, para tais levantamentos foi realizada uma pesquisa quanto à aquisição na própria biblioteca e na secretaria de educação do município.

4 -   OBJETIVOS
4.1  OBJETIVO GERAL
Incentivar o hábito da leitura e renovar o acervo, possibilitando a ampliação de sua oferta, ampliando o acervo a cada ano de uma maneira crescente e benéfica, caracterizando a instituição trabalhada com as funções que a mesma é destinada, e que a cada ano vem sofrendo uma queda expressiva no consumo dos serviços oferecidos, muito mais agora, devido o acesso de novas tecnologias pelos usuários com acesso as redes sociais. Com a implementação do projeto é possível chegar a 2030, período em que os primeiros recém-nascidos homenageados devem estarem com quinze anos, e a biblioteca com cerca de mil novos livros inseridos no acervo á um custo mínimo, com uma frequência muito maior de usuários e um uso muito maior da biblioteca por parte dessa geração.

4.2  OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Criar um vínculo de familiaridade entre a comunidade de usuários e a instituição disponibilizadora dos serviços, no caso a biblioteca municipal, assim como um envolvimento do poder público na construção de um novo modelo de sociedade, futuros leitores. Contribuindo através dessa inserção, para um maior comprometimento educacional por parte de todos os que tiverem um livro ofertado em seu nome. Acarretando com esse, o sentimento de pertencimento, uma maior intimidade com a leitura de nossos escritores, e um maior desenvolvimento no processo de aprendizagem do usuário. O projeto pode ser visto como divisor de águas na atual conjuntura educacional em que se encontra o Município, o Estado e o País, já que sua execução fornecerá incentivos para o aumento do índice de desenvolvimento intelectual e humano dos cidadãos.
            Contando que, a curiosidade despertada no beneficiado, família e sociedade em geral, para saber do que se trata o respectivo livro, possibilitará um contato com a leitura, por conseguintes à futura geração de leitores do município, será uma geração bem incentivada e capaz de possibilitar um melhor desenvolvimento social do lugar em que vivem, como também ampliar sua visão de mundo e melhorar significativamente suas vidas, e por fim as nossas.

Link enviado por Tácio Fernandes

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