sexta-feira, 9 de outubro de 2015

QUESTÃO SÍRIA PODE REACENDER GUERRA FRIA?


Texto: Cícero Lajes

A questão síria ainda resulta da Primavera Árabe, ciclo de revoltas internas iniciadas  no final de 2010, que derrubaram vários governos ditatoriais no Oriente Médio e África em países de popilação maioritariamente muçulmana. Os levantes começaram na Tunísia onde os revoltosos derrubaram Ben Ali, no poder há 24 anos. Na Líbia os rebeldes derrubaram e mataram o ditador Muammar Kadafi no poder há 42 anos ( o mais longo da história contemporânea). No Egito os protestos derrubaram Osni Mubarak há quase 30 anos no poder mas um golpe depôs o presidente eleito Morsi e pôs o exercito no poder. No Iêmen derrubaram Ali Abdullah Saleh no poder haviam 33 anos. Na Síria, Bahrein, Jordânia e Omã, foram os movimentos estão em curso mas não conseguiram seu principal objetivo.

Porém é na Síria onde reside a maior incógnita desse processo revolucionário, se valendo de muito poder interno e externo, Bashar Al Assad resistiu às rebeliões da Primavera Árabe. As invasões ao Iraque e Afeganistão pelos Estados Unidos em 2001 e 2003 respectivamente, tiveram  como efeito colateral a derrubada de pilares de sustentação da ordem na região, as disputas internas por poder, e o surgimento do Estado Islâmcio (EI), grupo rebelde que tem tomado o controle de muitas regiões no Oriente Médio. Na Síria acontece uma encruzilhada de interesses, os rebeldes sírios tiveram apoio de alguns países para derrubar Assad e agora também o EI, Assad ganhou apoio especialmente da Rússia para combater os rebeldes e o EI, e o próprio Estado Islâmico que luta contra ambos.

É nessa questão onde reacende-se um pavio por anos apagado: o da guerra fria, uma vez que torna-se notório que Estados Unidos estão de um lado (contra Assad) e a Rússia entrou agora com bombardeios na Síria (em defesa de Assad). Trata-se de um jogo político que ainda está só começando seus desdobramentos podem ter consequências ainda piores do que estamos vendo, mas pode ser apenas alarme deste blogueiro se adaptando a um mundo globalizado onde os conflitos e as nformações em qualquer parte do mundo chega mais rápido e com seus efeitos. Aguardemos!

Um comentário: