terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ÁGUA - EM LAJES POPULARES SE SOCORREM COMO PODEM

Antes quando não havia água encanada os populares davam um jeito: formavam filas de galões em cisternas e chafarizes públicos, colocavam tambores de 200 litros em uma carroça e pegavam água nos açudes próximos; usavam caminhões pipas, lavavam roupa nos tanques e poços naturais como o de seu Juvenal na Fazenda Triunfo, nas pedreiras e barragem de Doca, ou no serrote do cabaço, etc.

Só que havia um fator distinto nesse tempo que durou até meados dos anos 90: havia água nesses locais citados, mas hoje atravessamos uma das maiores secas da história e com uma população bem maior. Alguns dos costumes desapareceram, outros se modificaram e outros surgiram.

Devido a segurança hídrica que supunhavam ter da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, e recomendações de órgão da saúde, os moradores foram tirando as bicas de suas casas e deixaram de construir cisternas. Agora o jumento está sendo substituído pelas motos e as carroças foram remodeladas, surgiu o consumo de água mineral na cidade e os poços tubulares urbanos que são usados para aguar as praças e a compra de reservatórios plásticos de 500 e 1000 litros. Um elemento que permanece forte nessa luta é a utilização dos carros pipas. Se a transposição dos Rio São Francisco tivesse chegado em tempo ou se já utilizássemos a água do mar em grande escala, ou se simplesmente tivéssemos usado a água como recomendavam as entidades ambientais que alertavam para as consequências dos problemas ambientais, não estaríamos com tamanho problema. Agora convivemos com o fantasma do colapso hídrico.

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