sábado, 8 de outubro de 2016

DECISÃO DIVIDIDA NO STF PROÍBE AS VAQUEJADAS E DIVIDE OPINIÕES NO NORDESTE

Foto de Arquivo, Parque Beira Rio, 2014

Uma decisão do STF no dia 06/10/2016, que torna inconstitucional uma lei do Estado do Ceará que regulamentava a prática das vaquejadas, pode ser estendida a todo o Nordeste, onde a prática é comum. A decisão não foi dividida apenas no STF, nas ruas e nas redes sociais também vemos muitas opiniões contrárias ou a favor da prática.

Os que são contra a prática alegam principalmente os maus tratos aos animais, uma vez que ao sair do breque o touro é perseguido por dois vaqueiros montados em seus cavalos com o objetivo de derrubarem o boi numa faixa. Estas pessoas, além da própria opinião de que os animais não queria estar ali, apoiam-se em vídeos e fotos que mostram bois com pernas deslocadas ou quebradas ao caírem, e também cavalos sangrando ou vindo a falecer depois de uma chifrada de um boi.

Ao longo dos anos uma série de medidas foi adotada para tentar mudar a imagem do esporte, proibindo várias práticas que eram comuns antigamente, como: dar com a chibata na cara do boi para conseguir retorno, luva alta, espora cortante, etc. Mesmo assim as medidas não surtiram efeito na opinião dos protetores aos animais e na maioria no STF.

A prática da vaquejada inspirou sobretudo músicas que deram muito sucesso a bandas de forró antigas e modernas, como: Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Circuito Musical, aviões do Forró, Garota Safada, Alcimar Monteiro...

Os que defendem a prática alegam que a proibição do esporte causará danos na cultura/tradição, economia e na própria identidade do vaqueiro e do povo nordestino. Poderá chegar ao fim um lazer de milhões de espectadores em todo o nordeste. Foram construídas mega estruturas onde aconteciam as disputas e os espaços destinados a realização das festas; além disso foram desenvolvidas linhagens genéticas de cavalos competitivos que agora devem ter seus valores reduzidos; marcas de bonés e vestuários específicos dos amantes da práticas podem também entrar em desuso; os barraqueiros que vendiam comida e bebidas em bolões e nas grandes vaquejadas perderão oportunidades de eventos. Mas os que mais preocupa os praticantes é o destino dos vaqueiros profissionais que vivem ou viviam exclusivamente da prática, como inserir estes homens no mercado de trabalho.

Veja algumas opiniões dos ministros do STF no site Agência Brasil

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