segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Cabugi Bike Trilha - pedal da Fazenda Ubaia - Caiçara do RV - 23/09/2019

Ontem o cancão piou em um pedal de 80 km. A equipe Cabugi Bike Trilha, acompanhada do ciclista Milton, da equipe Giro dos Ventos Bike Trilha, fez um pedal até à Fazenda Ubaia, em Caiçara do Rio do Vento. De lá subiu a Serra do Teixeira, depois voltou por Santa Izabel, Pedra Branca, Arizona, Amarante, Vereda do Meio e Boa Vista, chegando pelo Posto Odon. O grupo saiu de Lajes à 05:30 e chegou às 17:00. O sol tava daquele jeito, na mulera.

Evangelista Romão - Vanjo O topônimo Serra do Teixeira é reminiscências dos primeiros recebedores dessas terras: os irmãos Pinheiro Teixeira. José Pinheiro Teixeira, em 1724, adquiriu partes dessas terras dos irmãos Francisco e Manoel Rodrigues Coelho. Outra parte ficou com os herdeiros de Manoel Rodrigues Coelho e de Francisco Pinheiro Teixeira, outro irmão de José Pinheiro Teixeira. Em 1764, eram 9 léguas de terras pelo principais rios e serras de Caiçara do Rio do Vento.

sábado, 21 de setembro de 2019

Quando Estive no Monsenhor a Convite da Professora Marinalda

A convite da professora Marinalda, na terça, 25/06/2019, estive na escola Municipal monsenhor Vicente de Paula, recitando cordéis, contando causos e falando sobre os mitos e lendas locais. Gostei muito da interação dos meninos, que fizeram bastante perguntas sobre minhas criações e também curiosidades a cerca da cultura local. Acho que arranjei até alguns fãs (risos). satisfação pelo convite.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fauna e Flora do Cabugi em Poema de Antônio Cruz

Geraldo Mata de Lima
Eu digo e não é mentira
Nasceu lá no pé da serra
De facheiro e macambira
Oiticica mapirunga
Mororó e sucupira.

Logo na subida tem
Pião, velame e pereiro
Depois tem a tiririca
Amorosa e marmeleiro
E lá na margem da fonte
Muitos pés de espinheiro.

Unha de gato, favela
Canafista e catingueira
Pau de ferro e sombra de onça
Mulungu e sarjadeira
Pau de leite e imburana
Barriguda e faveleira.

Aroeira não tem mais
Se tem é muito fininha
Porque as grossas cortaram
E levaram pra fazer linhas
Na época das construções
Daquelas casas vizinhas.

Jurema preta tem muito
Jurema branca tem menos
Tem angico e maniçoba
Que é nocivo veneno
O animal que comer dele
Morre berrando e gemendo.

Tem o cabelo de negro
Por carrasco é conhecido
Caçador pra enfrentá-lo
Precisa estar bem vestido
Se não for roupa de couro.
Acaba nu ou despido.

Tem o cravo de urubu
Tem louco e tem pega pega
Caçador passa por ele
Na sua roupa ele pega
Ele procura tirá-lo
Mas ele não desaprega.

Vou falar sobre o cipó
Começa pelo bugi
Cipó brocha, amarra pé
Que tem lá no Potengi
Toda essa vegetação.
Se encontra no Cabugi.

Lá tem o capim navalha
Chamado de manibú
Capim rabo de raposa
Aonde se encontra o nambú
Tem um d canela grossa
Que se chama capim bambu.

Também tem capim mimoso
Miã e pé de galinha
Panasco do amarelo
Desses da folha fininha
Que nasce nos tabuleiros
De Gavião pra Laginha.

Erva rasteira tem muitos
Ervanço e quebra panela
Malva arisca e jitirana
Dessa da folha amarela
E um capim amargoso
Chamado capim canela.

Lá tem o gato vermelho
Mourisco e maracajá
Tem raposa e guaxinim
Tatu e tamanduá
Timbú e tijuaçú
E tem furão e gambá.

Lá tem cobra de veado
Que faz o cabra correr
Se ele for um cabra mole
É capaz dele tremer
E se sofrer do coração
De medo pode morrer.

Tem a cobra cascavel
Essa é a mais perigosa
Também tem salamanta
Malha roxa e cor de rosa
Jararaca e goipeba
Todas quatro venenosas.

Tem a cobra coral
Mora naquele faísco
Pra você ver ela fora
Se torna muito difícil
Se for picado por ela
Vai enfrentar sacrifício.

A preta é surucuru
Corre campo e de cipó
Essa só vive trepada
Sujeita a chuva e o sol
Se for medir o tamanho
Surucucu é maior.

Também tem a caninana
Porém se achando assanhada
Se torna um pouco agressiva
E não merece confiança
Por ser um pouco nociva.

O caçador respeitava
Urtiga e tamiarana
Mas hoje o maior respeito
É com abelha italiana
Quem for lá corre ou morre
No ferrão da africana.

Tem o inchuim de rama
Arapuá e inchú
Tem boca torta e chapel
Tem caboclo e capuchú
Tem um tal de cara olho
Eu só não vi uruçu.

Sabe o tirador de mel
Lá também não tira
Porque a italiana
Matou até o curupira
Da rajada à amarela
Do mosquito à jandaíra.

Lá tem gavião turuna
Gavião e o rapina
Tem acauã e mãe da lua
Tem pintacilgo e campina
Tem craúna e caboré
Concriz, canário e cravina.

Tem azulão e golinha
Bigode tem pouco mas tem
Cancão e mané de barro
Pica pau e vem vem
Juriti e asa branca
E casaca que canta bem.

Tem um chamado coruja
Dorme no toco do pau
Tem outro que voa de noite
Chamado de bacurau
E corujão da boca mole
De noite faz ba ba bal.

Vi lá um maracanã
E um bando de verdelinho
Depois vi um papagaio
Passou voando sozinho
Certamente o seu parceiro
Ficou chocando no ninho.

Não falei do beija flor
Porém tem em quantidade
Um geólogo disse assim
É uma realidade
Passarinho daquela espécie
Tem duzentas qualidades.

Veja bem caro leitor
Poeta bom não emperra
Tá faltando a siriema
Que é ave da mesma terra
De longe eu ouço o seu grito
Cantando no pé da serra.

No monte tem duas fontes
Uma embaixo e outra encima
a de baixo é salgada
Mas a outra é doce e fina
Eu tomei água de lá
E achei boa e cristalina.

Quem sobe até lá na fonte
Fica abismado demais
Vê logo que as mãos divina
Fez e deixou os sinais
Por isso é que eu admiro
O que a natureza faz.

Pedra preta, escura e branca
Tem pedra de todo estilo
Pedra de vários tamanhos
Eu digo e não me humilho
Pedra de cinquenta gramas
E pedra de oitenta mil quilos.

Aonde mora o mocó
Dentro daquela pedreira
O preá e punaré
Também naquelas trincheiras
Insetos de todas as espécies
Do rato à caranguejeira...

Nota do Blog Cícero Lajes - Fragmento do poema: História do Cabugi, retirado do livro Vida e Obra do Poeta Antônio Cruz

Memória de Lajes em cordel - Por Laelson Lourenço

Quem nunca comeu preá
E bebeu água de pote
Ou mesmo passou um trote
Num orelhão da cidade
Quem nunca fez a maldade
De apelidar alguém
Ou mesmo subiu no trem
Pra pegar uma carona
Quem nunca ouviu a sanfona
De Zé Negão num forró
Ou mesmo cheirou Loló
Num Carnaval lá no clube
Quem nunca tirou o grude
No açude do gavião
Ou mesmo brincou São João
Na quadrilha improvisada
Quem nunca deu uma topada
Andando no calçamento
Ou mesmo fez juramento
Para alguma namorada
Quem nunca viu presepada
Por detrás da estação
Ou mesmo fez confusão
Ao jogar uma pelada
Quem nunca comeu buchada
Costurada com uma linha
Ou mesmo roubou galinha
Após a sexta-feira Santa
Quem nunca tomou uma Fanta
Com bagaço de laranja
Ou mesmo ouviu uma canja
Na voz do grande Leal
Quem nunca foi pra Natal
Em um ônibus da Nordeste
Ou mesmo sofreu com a peste
Chamada de catapora
Quem nunca levou um fora
Nas noitadas da boate
Ou mesmo jogou society
No campo da AABB
Quem nunca pôs pra correr
Algum bebo abusado
Ou mesmo foi perturbado
Por um tal de Cangati
Não sabe o que é ser de Lajes...
De Lajes do cabugi

L.L.S

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Grupamento Tático de Bombeiro Civil de Lajes em Ação

Na tarde desta quarta, 18/09/2019, mais uma vez o lixão de Lajes sofreu mais um incêndio (o problema é crônico). O Grupamento Tático de Bombeiro Civil de Lajes, foi acionado e conseguiu combater as chamas que já começara a passar a cerca que delimita a área do lixão. Infelizmente este é um problema recorrente no local. Algumas medidas foram tomadas como: cercamento da área, escavação de novas valas, mas não surtiu o efeito desejado. Os principais afetados pelo problema (fuligem e fumaça) são os moradores da Comunidade Gavião O Grupamento de Bombeiro Civil de Lajes também já teve atuações de prevenção e monitoramento em Lajes, como: no Festival de Quadrilhas e na 25ª Expolajes. o Grupamento ainda não tem base física montada nem telefone para contato, pois ainda está em faze de implantação e por não ter vínculo com o Poder Executivo Local.

Instagran @gtbc_lajes

Com informações e fotos do bombeiro Civil Jefferson

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Patu: Bombeiros informam que maioria dos focos foram neutralizados na madrugada

Os militares do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande (CBMRN) combateram durante toda a madrugada desta quarta-feira (18), o fogo na Serra do Lima, na cidade de Patu. São mais de 100 combatentes entre bombeiros e voluntários na força-tarefa.

Segundo o capitão Neves Monteiro, as chamas na Serra aumentam com o vento e o mato alto e seco ajuda na queima. Havia riscos das chamas atingirem o Santuário do Lima, mas foram neutralizadas. "Assim que o reforço chegou dividimos vários grupos de combatentes e conseguimos neutralizar vários focos do fogo na madrugada", disse o oficial.

Ainda segundo ele, a maior dificuldade está no acesso aos locais de fogo. "As viaturas não chegam próximo do fogo e necessitamos voltar para abastecer as bolsas com água. Isso deixa o trabalho mais lento", acrescentou.

A operação conta também com o auxílio de outros os órgãos públicos de segurança estadual e municipal, como Defesa Civil e da Polícia Militar.

Fotos: Assessoria CBRN