quinta-feira, 28 de junho de 2018

Animais da Caatinga - Sagui ou Soin

O sagui é um pequeno primata, também denominado mico e integra a família Callitrichidae. O termo em português provém da língua tupi. Ele tem o rabo comprido, sua cabeça é extensa e ampla; as unhas apresentam o formato de garras, embora o polegar tenha uma configuração distinta e não se separe dos demais. Este animal é portador de 32 dentes: oito incisivos, quatro caninos, doze pré-molares e oito molares.
Estes animais são geralmente encontrados em grupos, abrigados em arbustos, pois são dotados de unhas aguçadas e de incomum desenvoltura, recursos que lhes permitem subir em árvores sem qualquer problema. Já o rabo, desproporcional em relação ao seu tronco, não lhes confere a habilidade de outros primatas para suspendê-los nos ramos; eles exercem somente a função de equilibrá-los. 
Bichos deveras habilidosos e arteiros, eles se sustentam sobre quatro patas, pulam com incrível destreza, soltam guinchos e assobios discernidos a grandes distâncias, preservam costumes exercitados à luz do dia e têm o hábito de ir à terra somente para caçar insetos e procurar água. 
Comportamento social
O sagui tem uma vida social semelhante à das formigas, pois ele se organiza em coletividades lideradas por um casal. Estes animais são fiéis aos seus parceiros e lutam pelo comando do bando por meio de lutas acirradas. Machos e fêmeas têm funções distintas; eles defendem o grupo e elas se alimentam primeiro que seus pares.

Alimentação: 
São os pais que ensinam seus filhos a realizar as refeições, exercendo também o exemplo nas tarefas de acasalamento, caça e tratamento das crias... se alimentam de insetos, répteis, mamíferos minúsculos, aves, lesmas, ovos, determinados vegetais, frutas e a goma dos arbustos.

Reprodução 
Em liberdade eles preservam a vida por pelo menos 10 anos; Aos 3 anos eles já atingem o necessário amadurecimento sexual. O acasalamento ocorre quando o par está sozinho em um habitat tranquilo, desprovido de seres humanos. A fêmea pode se reproduzir novamente dois dias depois de dar à luz, gerando novos filhotes a cada 6 meses.

Texto: Ana Lúcia Santana / http://www.infoescola.com/mamiferos/sagui/

quarta-feira, 27 de junho de 2018

ARRAIÁ da ADESC é hoje

Nesta quarta, 27, acontece o Arraiá da Adesc, entidade coordenada pelo professor Adeilson Fernandes que faz um belo trabalho com jovens de Lajes.

O evento começa às 18h na sede da entidade que funciona na antiga rodoviária, no centro comercial. No Arraiá haverá apresentação de quadrilhas juninas e atividades culturais, barracas com comidas tipicas e shows de Alessandro Pressão e Pretinho Teclas.

Todos estão convidados para participar!

Por: Robson Cabugi

Agricultor Faz Testes com Maracujá e Hortaliças no Semi Árido de Santana do Matos

Antônio Eleutério é um agricultor destemido com experiência na antiga Maísa (Empresa produtora de fruticultura irrigada). Hoje dono de seu próprio pedaço de chão, na Associação Santa Maria II em Santana do Matos, interior do RN. Antônio leva seus conhecimentos ao campo diariamente, preparando solo, adubo natural, arrumando canteiros de hortaliças e produzindo seu pomar.

O agricultor vem há um ano se dedicando a sua própria produção: coentro, couve, alface, tomate, pimentão, acerola, batata, entre outros. Mas a experiência a qual ele dedica mais cuidado, é o maracujá. Sua ideia é fornecer para supermercados e, seu primeiro plantio já deu um bom resultado. Agora ele investe em outro plantio com uma altura maior. Lembrando que Antônio Eleutério não usa agrotóxicos nem veneno.

A água - Antônio Eleutério não dispõe de sistema de irrigação elétrico, solar, nem eólico. Ele e seus filhos agoam a plantação no braço, usando água (salobra) de um poço de manilhas no leito do rio; e de uma Sisterna - Calçadão, que acumula a água (doce) das chuvas.

Antônio é a prova em pessoa que a vida no semiárido nordestino é possível, basta que deem as ferramentas que possibilitem o sertanejo produzir. 
 
 
Abaixo, Antônio Eleutério observa seu roçado já no final da safra, ele desbulhou mais de 2o sacos de feijão.

domingo, 24 de junho de 2018

Desbravamento de Bueiros e Pontilhão na Ferrovia Inacabada

Na manhã deste sábado, 23/06/2018, os ciclistas da equipe Cabugi Bike Trilha: Fábio, Josivan, Cícero e Nissinho, estiveram percorrendo mais um trecho da "Ferrovia Inacabada". Trata-se de um ramal da antiga Ferrovia Central do Rio Grande do Norte, a ferrovia ficou ativa no RN por várias décadas, mas o ramal que ligaria Lajes a Caicó passando por Cerro Corá, nunca foi concluído. 

O grupo já conhecia uma grande estrutura de pontilhão próximo à Comunidade Recanto, em Cerro Corá e, um dos túneis (o maior), localizado na fazenda Arara, Fernando Pedroza, mas a apenas 13 km de Lajes. Nesta excursão foram alcançados duas galerias pluviais (bueiros), sob a ferrovia e também, uma estrutura de pontilhão bastante alta. 
 Os ciclistas: Fábio, Josivan, Cícero e Nissinho
 Nestas fotos observamos ainda a abreviatura da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, à época, ainda escrita com G.
Aspecto da estrutura para um pontilhão ou ponte, aspecto de frente, de cima para baixo e lateral.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Plantas da Caatinga - A Barriguda

Trilhando pela Serra do Bonfim, em Lajes RN, me deparei com algumas árvores Barrigudas, Não me contentei com o registro e fui buscar informações sobre a espécie. Encontrei uma boa descrição no site: http://www.bioorbis.org

Há várias espécies conhecidas como paineira no Brasil, quase todas pertencendo ao gênero Ceiba, da família Malvaceae. Mas sua característica peculiar é sua "barriga".

Família: Malvaceae

Nomes populares: barriguda, paineira-branca. 

Nome científico: Ceiba glaziovii

Bioma: Caatinga.

Informações ecológicas: Espécie decídua, heliófita, secundária, endêmica. Apresenta quiropterofilia como síndrome de polinização. Dispersão das sementes pelo vento (anemocoria).

A Barriguda (Ceiba glaziovii) é uma árvore que pode chegar a 18 metros de altura. Sua copa é ampla e bastante ramificada.

Sua característica mais notável é uma parte bem saliente (pode atingir 1,5 m em diâmetro), à meia altura de seu tronco, que lembra uma barriga. Os espinhos são uma forma de proteção. 

Essa saliência é um reservatório de água, uma das estratégias adotadas pela planta para assegurar-lhe água na estação seca. Folhas com 4-7 folíolos e flores grandes (7 cm) brancas com pétalas peludas e estrias longitudinais avermelhadas.

Perde as folhas na estação seca e floresce entre julho e outubro, e os frutos geralmente amadurecem ainda na estação seca (entre setembro e novembro).

Possui fruto em forma de pera com cerca de 10 cm e sementes imersas em uma paina (“algodão”), chamada lã de barriguda, dispersas pelo vento. A madeira é branca e mole, talvez por isto a árvore seja pouco cortada.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Aula de Campo com a Escola Municipal Monsenhor Vicente de Paula

A convite da professora Jane Vieira, estive acompanhando 3 turmas da Escola Municipal Monsenhor Vicente de Paula. Estivemos na Comunidade Boa Vista, onde os alunos puderam observar aspectos do meio rural local ainda existente e as mudanças ao longo do tempo: casa de taipa e alvenaria; meios de transporte como carros, motos, bicicletas, carroças e cavalos; plantas nativas como favela, xique xique, mandacaru, pinhão... Além da produção agrícola como milho, feijão e o maxixe para alimentação humana e, a palma para forragem animal.

Na comunidade, os alunos ainda tiveram a recepção das moradoras Helena e Julieta, como também uma palavrinha com o morador Ronaldo.